Loira

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Alessandra Castro

Mulher de cabelo claro (em vários tons de amarelo, às vezes, dourado), de pele clara (em vários tons de branco, às vezes, rosado), de olho claro (azul, verde, castanho, sempre iluminado). Uma beleza natural capaz de inspirar o mais belo poema ou de ser o poema em pessoa: “Espuma fervilhante de champanhe numa taça muito branca de cristal! É um sonho, um poema!” (‘Uma loira’). E a comparação com o cristal, vidro fino e elegante, não se restringe à pele: “Lourinha, dos olhos claros de cristal, tens o olhar tão claro, deste azul tão raro!” (‘Linda lourinha’). Tanta graça, onde chega, ninguém disfarça: “Luz na passarela que lá vem ela! A nova loira do Tchan é linda!” (‘A nova loira do Tchan’). Tudo bem que boa parte das loiras no Brasil não nasceu loira, mas não importa. Algumas encantam até mais: “Fascínio, tenho eu por falsas loiras! Ai, a negra lingerie! Ai, a negra lingerie! Com sardas, sobrancelha feita a lápis, e perfume da Coty!” (‘Miss Suéter’). (Texto de Márcio Salema) #alessandracastro

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